Encontro de Outubro – 2018

Dia de encontro e de estudos na Confraria! Foi a vez da família 25 do BJCP, Strong Belgian Ale!

Como de praxe, nos reunimos na última quinta do mês no Cateto Pinheiros. Dessa vez, a família escolhida foi a 25 do BJCP, chamada Strong Belgian Ale. Fazem parte dessa família os estilos Belgian Blond Ale, Saison e Belgian Golden Strong Ale. Quem lembra do BJCP de 2008 deve ter se perguntado das Strong Dark Ale, mas agora elas fazem parte de outra família.

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De maneira geral, os estilos dessa família são claros, bem atenuados, equilibrados (eventualmente puxados pro amargo), forte influência da fermentação na análise sensorial e alcoólicos. De fato, a cerveja menos alcoólica desse encontro tinha 6,5% de álcool e todas tinham uma certa complexidade inerente às cervejas belgas.

Demos início, então, pela La Trappe Blond representando o estilo Belgian Blond Ale. Fabricada pela Bierbrouwerij de Koningshoeven, recebe o selo de cerveja trapista. De fato, o mosteiro responsável pela marca foi o primeiro a utilizar o selo trapista em suas cervejas. Curiosamente, não se trata de um mosteiro na Bélgica, mas sim nos Países Baixos.

Seguimos, então, para o segundo estilo da noite, Saison. O próprio Cateto nos recomendou a #9 da Cervejaria Bruxa. Um lançamento, com garrafas limitadas e adição de Brettanomyces. Localizada em Santa Catarina, a Bruxa montou a receita em parceria com a também catarinense Unika. Duas cervejarias bastante novas juntas para fazer um estilo belga. É bom ver que essa escola não foi esquecida por aqui.

Fechando a noite, tivemos a Kwak, da Brouwerij Bosteels, a mesma cervejaria que fabrica a DeuS e a Tripel Karmeliet. Hoje ela pertence ao grupo AB InBev. Houve um certo debate sobre o melhor estilo para se classificar a Kwak, já que, em muitos lugares, ela é tida apenas como Belgian Strong Ale, sem denominação de Golden ou Dark. No fim, a qualidade da cerveja deixou a questão em segundo plano.

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Como sempre, nossas fichas com as anotações de degustação estão no Pinterest e você pode nos acompanhar pelo Instagram! Para o próximo encontro, dia 29 de novembro, daremos início à família 21 com três variedades de IPA!

Família 9 do BJCP – Agosto de 2018

Apesar de já ter sido o terceiro encontro dos confrades e confreiras, este foi o primeiro onde tivemos definidos os estilos que estudaríamos. Vale dizer que a escolha foi feita em um período de temperaturas mais baixas e com a crença de que elas se manteriam assim. Não foi o que aconteceu, mas isso não diminuiu a experiência que tivemos.

A família de estilos escolhida para a noite foi a 9 do guia BJCP, ou seja, os estilos Doppelbock, Eisbock e Baltic Porter, três pesos-pesados da cerveja e que foram muito bem representados pelas escolhas realizadas.

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Começamos com a Paulaner Salvator, reconhecida historicamente como a criadora do estilo Doppelbock. Não a toa, diversos rótulos do estilo costumam utilizar o sufixo “-ator” em seus nomes, uma referência (eventualmente até uma homenagem) ao rótulo que iniciou esse caminho.

Foi muito interessante o comparativo com a segunda amostra da noite, a Schneider Weiss Aventinus Tap 6. É importante destacar que essa versão é, de fato, uma Weizendoppelbock, ou seja, traz em sua receita uma base de trigo maltado que se destaca bastante na análise sensorial. No entanto, diversas das características da Doppelbock estavam lá, tornando o conjunto bastante interessante.

Passamos para a terceira garrafa, também da Schneider, mas agora a versão Aventinus Eisbock. Apesar dessa receita também levar a base trigo, as características de uma cerveja do estilo estavam bastante evidentes. Para aqueles que apreciam cervejas mais fortes e complexas, um excelente exemplar.

Para fechar a noite, um dos estilos mais difíceis de se encontrar rótulos fiéis ao que o guia pede, principalmente quando o assunto é a adição de outros ingredientes. De fato, nosso exemplar não era exatamente uma Baltic Porter, mas sim uma versão Imperial. Com isso, ainda mais corpo e mais álcool fizeram parte da análise sensorial da Gladiator Bestiarius, da Shipyard.

Todas as nossas notas de degustação podem ser vistas em nosso Pinterest, onde colocamos a ficha de cada uma das cervejas. Ainda, você pode acompanhar nossos encontros pelo Instagram e ficar sabendo, de antemão, quais os rótulos serão apreciados!

Para o próximo encontro, em 27 de setembro, elencamos a família 4, composta de Munich Helles, Festbier e Helles Bock. Fique ligado!

Surge a Confraria 106

A primeira reunião oficial da Confraria 106 aconteceu ainda em junho com a presença de 7 dos 8 membros iniciais. Foram debatidas algumas diretrizes e sugeridas pessoas a serem convidadas.

Convites feitos e devidamente aceitos, no dia 26 de julho foi realizada a segunda reunião dos confrades com a presença de 9 dos 12 participantes que confirmaram interesse. Agora podemos dizer que constituímos uma verdadeira confraria.

Foram estipuladas as seguintes diretrizes:

  • O objetivo da confraria é ESTUDAR a cerveja, tanto do ponto de vista sensorial, quanto dos outros elementos que a cercam, sejam eles os insumos utilizados, o estilo referenciado, a escola a qual pertence, etc;
  • Não há o intuito de se avaliar profissionalmente as cervejas, mas sim de se debater as sensações individuais visando um crescimento de conhecimento coletivo. Por conta disso, não serão criadas fichas de avaliação, mas sim  fichas de DEGUSTAÇÃO;
  • Por hora, as harmonizações serão sugeridas. Existe uma vontade em se aprofundar nos estudos de harmonização, mas ficará para um segundo momento;

Outros itens foram igualmente debatidos e definidos, como as questões de participações especiais, papéis desempenhados por cada membro e afins. Um começo sólido que será a base de muitos avanços, com toda a certeza.

O próximo encontro já tem data e local definidos, bem como a categoria listada no Guia BJCP 2015. Você pode acompanhar nossos encontros via Instagram e analisar nossas fichas de degustação no Pinterest. Também manteremos uma postagem regular de acordo com os encontros realizados.

Um brinde à Confraria 106!